sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ANALISANDO PRÁTICAS AVALIATIVAS


No mundo complexo em que vivemos, a avaliação precisa ser desenvolvida de uma maneira dialógica, articulando os conteúdos estudados em sala de aula com situações práticas da vida cotidiano do discente.
            A imagem acima me sugere o professor como o detentor (e único) do saber. Hoje já nem trabalhamos mais com a noção de saber e sim de saberes, pois são diversos, experienciais, saber-fazer, saberes específicos da disciplina, pedagógicos, dentre outros.  Assim, a imagem me lembra o que Paulo Freire chamou de educação bancária, ou seja, o professor depositando conteúdo nos alunos sem que estes interajam e, consequentemente, sem aprendizado.
            A avaliação pressupõe a análise de um trabalho. Sendo assim, alunos e professores são avaliados, pois os resultados obtidos pelos alunos espelham o trabalho desenvolvido pelo docente.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DOCENTES

O planejamento é a base fundamental para o desenvolvimento de toda prática pedagógica. As atividades nos cursos de ead exigem um bom planejamento do professor, pois, geralmente a carga presencial é mínima e grande parte das atividades acontece através da interação à distância. O professor precisa, portanto, esclarecer aos alunos as atividades que fazem parte daquela disciplina, bem como a maneira que ele vai ser avaliado. Isso se dá não para pressionar o aluno, mas para esclarecer os deveres que ele tem para com o curso.
Neste sentido, surge o bate papo como uma das ferramentas que possibilitam ao docente interagir com o discente. O bate papo é uma ferramenta síncrona de comunicação que auxilia a discussão de algum assunto”, mas além dele temos outras ferramentas, tais como: o fórum, a lista, o e-mail, dentre outros.  Geralmente, trabalho com o fórum nas disciplinas da UAB, sobretudo, fóruns temáticos. A cada aula o aluno é convidado a comentar uma questão com embasamento nas leituras feitas. Ao tutor cabe o papel de mediar essa discussão. Algumas vezes temos que lançar outras questões para que os alunos se “desinibam” e participem de maneira do que foi proposto.
O fórum funciona tanto para que o aluno tenha a frequência, mas também de maneira avaliativa. Sendo assim, não é uma atividade quantitativa, mas sim, qualitativa, pois avaliaremos se o discente assimilou o conteúdo estudado, se interagiu com os colegas, perguntando, criticando, ampliando a discussão. Às vezes, surgem outras questões que até são interessantes, mas não cabem naquela aula. O que fazer? Uma das possibilidades é a criação de um fórum permanente e de temática livre. O aluno não é avaliado por suas participações, mas funciona como espaço para discussão de outras temáticas que a turma julgue interessante, tira-dúvidas, dentre outras.

FREIRE E AS TICs: UM DIÁLOGO POSSÍVEL E NECESSÁRIO

“Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".
 Paulo Freire

O homem em sua essência é um ser dialógico, pois vive em constante interação com o outro. Para tanto, faz-se necessário amor nas relações professor-aluno, pois Não se pode falar de educação sem amor". Isso se dá tanto no presencial quanto na ead. O amor facilita ou oportuniza o estar junto virtual.  Amar é preparar os alunos para exercer o seu direito à liberdade, ou seja, a tão sonhada autonomia na ead. Isso é um exercício, uma prática contínua que visa ao crescimento do discente e, consequentemente, do docente.
O educador, o tutor, precisa de humildade para aproximar-se dos alunos e criar um ambiente pacífico e dialógico. Às vezes lançamos uma questão no fórum que para nós é facílima, mas não nos colocamos no lugar do outro. É preciso um “comando” claro em uma questão. É preciso que o docente elabore suas atividades pensando no sujeito: aluno. Colocar-se no lugar do próximo nos possibilitar revisitar o nosso eu.
É preciso fé no discente. Não uma fé cega, mas uma fé dialógica. O professor deve acreditar que o seu aluno é capaz. Para isso, é necessário que ele se convença do poder de sua tarefa. Como posso elaborar algo desejando que o meu aluno não alcance o topo? Infelizmente, já vivi isso em minha graduação. Um professor que dizia que seria impossível algum aluno ser como ele. Ainda bem! Vejo que muitos de nós (pelo menos os que ainda mantenho contato) estamos melhores. O professor deve ser o grande estimulador da beleza ou da “boniteza” que cada um guarda em si e que é capaz de desenvolvê-la.
Esperança. Ah, esperança! Não a dos que param e aguardam as coisas acontecerem, mas a dos que acreditam em algo e lutam com todas as suas forças para que isto se realize. A EaD tem proporcionado uma inclusão formidável, pois muitos dos discentes da UAB, sobretudo, os da região interiorana tem na graduação semipresencial a realização de um sonho.  Escutamos muitas críticas com relação à ead, muitas delas por puro preconceito, mas hoje um novo cenário se abre e o uso da tecnologia no meio educacional é a “bola da vez”!
A Ead tem proporcionado aos discentes um verdadeiro pensar crítico, pois o tempo inteiro eles são chamados a apresentar sua opinião. Seja em uma atividade de portfólio em que o aluno deve ler um texto e produzir um novo texto crítico, seja no fórum em que ele precisa interagir com os demais, não com expressões do tipo “concordo”, “discordo”, mas imbuído de criticidade. Uma das possibilidades para o desenvolvimento desta criticidade está no embasamento teórico.
Observamos que estes cinco pilares freireanos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico) são indissociáveis e fazem parte de um movimento cíclico que não se esgotam nem para o professor nem para o aluno. O professor deve utilizá-los de maneira que possa libertar os discentes das amarras da passividade. O professor reflexivo que deseja formar um cidadão crítico (como propõem os PCNs) se utiliza de todos e de cada um destes elementos.
Freire nos impulsiona a refletir sobre quais contribuições nós educadores temos dado aos nossos alunos visando a um contínuo diálogo com o objetivo de proporcionar interação e confiança para que, livres, os educandos possam externar suas opiniões, dúvidas e anseios e cheguem a uma educação crítica e consciente, pautada pela responsabilidade social e política e que respeite o contexto em que eles estão inseridos.
Diante disso, observamos que os ambientes virtuais têm como base o diálogo, a interação, a troca contínua de saberes, de práticas de aprendizados.  Se Freire ainda estivesse fisicamente conosco, certamente, seria um grande entusiasta das TICs, pois um de seus legados foi a expansão do ensino aos lugares mais longínquos. E o que faz hoje a ead?