quarta-feira, 29 de junho de 2011

Instrumentos de avaliação para as ferramentas mais utilizadas na educação à distância: fórum, portfólio, auto-avaliação.

Grupo 3 (Darlane, Diogo, Maria Cristiane e José Cleiton)


Os instrumentos de avaliação de aprendizagem devem ser largamente utilizados e bem elaborados ao longo do período letivo. Esses instrumentos de avaliação devem permitir ao professor deter informações sobre a capacidade de aprendizado dos alunos, observada, em especial, pela competência dos mesmos para resolver problemas e instrumentalizar o conhecimento para a tomada de decisões.
Cabe ao professor da disciplina, definir os instrumentos que serão utilizados para melhor acompanhar o processo de aprendizado de seus alunos. No ensino a distância as ferramentas de avaliação mais utilizadas são: fórum, portfólio e auto-avaliação.
Os instrumentos específicos de avaliação necessitam de constante desenvolvimento, pois não são capazes de detectar a totalidade do desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. É diante dessas limitações que cada instrumento de avaliação comporta que se faz necessário pensar no melhor proveito a ser retirado de cada um e a melhor maneira de correlacioná-los, assim se terá mais subsídios que auxiliem no desenvolvimento do processo avaliativo.

Análise da ferramenta fórum:
A ferramenta fórum permite a aproximação diária de professor aluno, tornando mais fácil a interação virtual. As discussões apresentadas nos fóruns devem viabilizar o diálogo crítico e problematizador baseando-se em critérios e estratégias bem definidas.
Segundo Demo (2002) “É inviável avaliar sem dispor de escala de contraste. Não podemos dizer se algo está mais acima ou mais abaixo, está melhor ou pior, está para mais ou para menos, sem que tenhamos por trás escala que permita posicionar”. A partir dessa escala de contrastes criadas pelo professor pode-se encaminhar o fórum de maneira mais objetiva, e podendo diagnosticar a cada participação se o aluno está formando realmente um conhecimento daquilo que está sendo discutido.
O objetivo do fórum, além da maior interação aluno-professor, é sedimentar o que foi aprendido em sala de aula a partir de discussões fundamentadas na teoria aprendida, o aluno é faz parte da ação, ele é o ator principal e o professor deve conduzi-lo a uma rede de conexões que o levem ao pensar crítico.
Muitos professores avaliam os fóruns apenas por participação, quantidade, esse caminho é mais fácil, porém não favorável ao aluno. O aluno deve ser avaliado a cada discussão, ser indagado a ter reflexões mais amplas, mais fundamentadas em leituras complementares as aulas. A avaliação deve ser baseada no processo crítico que quele aluno desenvolveu, esse processo pode ser analisado a partir de resenhas criadas por estes alunos a respeito de textos apresentados pelo professor ou por textos apresentados pelo próprio aluno, ao final de cada fórum o professor deve refletir seus próprios objetivos iniciais e avaliar a turma pela qualidade das resenhas e não pela quantidade apresentada. O professor neste caso deve se auto-avaliar para tornar o fórum um espaço atraente a discussões. Essas reflexões, de certa forma, estão associadas a ações anteriores, associando-se assim ao que Freire (1997) chama de ciclo de reflexão-ação.

Análise da ferramenta portfólio:
De acordo com o dicionário, a definição de portfólio é: “conjunto ou coleção daquilo que está ou pode ser guardado num porta-fólio (fotografias, gravuras etc.)” ou sob a ótica da publicidade: “conjunto de trabalhos de um artista (designer, desenhista, cartunista, fotógrafo etc.) ou de fotos de ator ou modelo, us. para divulgação entre clientes prospectivos, editores etc.; buque.” (Denis, 2003) . Essa definição mais ampla nos leva ao conjunto de informações a respeito do que é estudado, no formato de discussões a serem realizadas ou questões a serem resolvidas pelos alunos e elencadas na forma de portfólio.
O portfólio como é apresentado aos alunos da UAB são textos escritos baseados em perguntas e discussões. Espera-se que esses trabalhos sejam articulados para expressar idéias, expressando conhecimento, uma síntese do que foi aprendido. E qual seria o instrumento de avaliação coerente com esse processo de aprender via portfólio? Com certeza não poderia ser um instrumento de pontuação apenas, mas sim um instrumento que desse espaço à criatividade, à construção e que registrasse o percurso desse processo de construção do saber. O Portfólio é um instrumento que reflete a trajetória desse saber construído.Também possibilita aos alunos e professores uma compreensão maior do que foi ensinado.
A ferramenta portfólio no seu sentido mais amplo, serve como uma classificação aberta, transitória e partilhada, já que, o aluno expressa o que aprendeu e fornece mecanismos para que o professor possa entender os próximos passos a serem seguidos no melhoramento de aprendizado de cada aluno. É um processo que estimulao desenvolvimento pessoal, pois portfólios bem elaborados mostram ao aluno o quanto são capazes de desenvolver conceitos e idéias.
Para que se possa usar esta ferramenta no seu sentido ideal, necessita-se criar primeiro um objetivo a ser alcançado com está atividade. Queremos que os alunos apenas resolvam cálculos? Ou apenas nos mostrem respostas prontas, muitas vezes tiradas da internet? Queremos ter mais trabalho com o desenvolvimento de questões reflexivas e que tornem os conceitos mais próximos do cotidiano do aluno, mais aplicável?
Ao se iniciar a criação de um portfólio deve-se levar em consideração as respostas as questões anteriores, pois a avaliação deve ser pautada não só em certos ou errados, mas em como o aluno desenvolveu o raciocínio e em como houve evolução a cada portfólio. Como somos obrigados a pontuar cada portfólio, devemos fazer essa pontuação a partir de um leque de oportunidades, em que o aluno pode desenvolver sua capacidade a partir de indagações que o levem a pensar e não só a serem meros copiadores de pensamentos ou respostas alheias.

Análise da ferramenta auto-avaliação:
A auto-avaliação está vinculada diretamente a autonomia, pois o aluno possui a capacidade de auto-crítica e está compreensão favorece o conhecimento. A auto-avaliação propicia ao estudante a tomada de consciência do que precisa ser melhorado e modificado para a sua formação. Para isso há a necessidade de um processo comunicacional eficiente.
Diversos estudos podem nos auxiliar no como fazer a auto-avaliação. Prata (2003) apresenta um framework de avaliação da aprendizagem a distância com o uso de agentes inteligentes. Ele cita a estruturação de um módulo de auto-avaliação do estudante que contém informações sobre a sua situação em relação à turma, entre elas: participação, acuidade, dificuldades e resultados das avaliações. Depois, apresenta perguntas para o estudante refletir e responder em relação ao curso, ao professor e aos colegas (Primo, 2008). A partir dessa análise o professor pode vincular essa auto-avaliação do aluno ao seu rendimento global e a partir daí construir um perfil de aprendizado de cada aluno e no decorrer do curso possibilitar o crescimento de cada aluno, conhecendo-o melhor.
Referências


DEMO, Pedro. Mitologias da avaliação: de como ignorar, em vez de enfrentar problemas. Campinas: Autores Associados, 2ª Ed, 2002.

Denis, R. C.; Till J. H. W. Portfolio Pessoal: do impresso ao virtual. Trabalho de conclusão do período. PUC-Rio / Departamento de Artes & Design. Programa de Mestrado em Design / 2003.1

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

Prata, D. N. (2003). “Estratégias para o Desenvolvimento de um Framework de Avaliação da Aprendizagem a Distância”. Disponível em sbie2003/publicacoes/paper16.pdf>

Primo, L. (2008). Auto-Avaliação na Educação a Distância uma alternativa viável. Anais do XXVIII Congresso da SBC. WIE – Workshop sobre Informática na Escola. Núcleo de Educação a Distância - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - Senac – Fortaleza – CE – Brasil

terça-feira, 28 de junho de 2011

A importância do bate-papo...

O bate-papo dentro da modalidade de ensino semipresencial tem uma importância sublime, porém muitas vezes minimizadas pelos cursistas e até mesmos pelos próprios tutores. Sua ausência é justificada pelo tempo esguio durante a disciplina ou por inúmeras tarefas a serem desempenhadas ao mesmo tempo. Mas nada substitui esse acompanhamento à distância. Sendo assim, é necessário termos um planejamento afiado e próximo ao cursista. Deixando claro, através de emails, contínuos:
- datas para o bate-papo;
- horário e duração do bate-papo;
- assunto a ser discutido;
- os objetivos do bate-papo;
- as regras para um bom bate-papo.


Para que todos os cursistas participem de maneira atuante e permanente é importante que o tutor possa desempenhar o papel de estimulador ou incentivador dessa ação. Percebemos que muitos alunos ficam "on line" mas não participam do bate-papo em momento nenhum a não ser no momento da saudação. Então, chamar pelo nome, direcionar uma pergunta são motivações importantes para manter "acesa" o ânimo da turma de EAD, durante um bate-papo.


A conscientização da importância do bate-papo, entre os cursistas é outro pilar importante nessa construção do processo de ensino aprendizagem. Essa coluna é construida a longo prazo e à várias mãos, por meio de um bom planejamento, de dedicação do tutor e comprometimento do cursista.


Práticas avaliativas : professor - aluno

Olá colegas,

Analisando as práticas avaliativas dos tempos antigos com os atuais, observamos grandes diferenças. Diferenças estas que contribuiram  positivamente como negativamente. Antes, o professor era o detentor do saber, na qual os alunos não poderiam nem sequer "questionar" seu professor. Atualmente, esta situação está sendo invertida, porém fico me questionando em relação as práticas avaliativas como forma de resposta ao aprendizado. Será que antigamente os alunos aprendiam mais com esta forma rígida ou agora? Outro aspecto é será que nós professores conseguimos avaliar nossos alunos de maneira contínua, ou seja, levando em consideração todo o processo de ensino ou somente, pensamos que avaliar significa realização de provas que muitas vezes deixam os alunos nervosos pela situação que se encontram?

O que não posso deixar de considerar no bate-papo


Planejamento já é a palavra-chave para a existência de um bom bate-papo, como em todas as coisas que iremos desenvolver enquanto tutor. No entanto, o tutor precisa tomar alguns cuidados como deixar claro o tema, ou os temas, a ser(em) abordado(s) durante o bate-papo. Estabelecer a duração do mesmo, data e horário e, principalmente, certificar-se de que todos os alunos foram previamente avisados. O papel do tutor é muito importante na condução do bate-papo para que ele seja efetivamente realizado, dentro das ações que foram planejadas. Ele não pode monopolizar as falas, sendo o único a incitar a discussão, mas tampouco ele pode ser omisso, deixando os alunos correram com o papo solto, enveredando por caminhos e debates que não tenham referência com os conteúdos abordados ou temas previamente planejados para serem discutidos no ambiente. Por ser uma ferramenta síncrona, em tempo real, o bate-papo é muito importante para proporcionar interação com os alunos, retirar dúvidas, trocar informações entre eles, aproximar o grupo e também o professor, além de retirar a ansiedade por respostas ou contatos, que muitas vezes a EaD proporciona. Assim, cientes dessa gama de oportunidades que o chat pode trazer, além do fortalecimento dos laços de amizades, os alunos sentirão mais estímulo e gosto em participar dessa atividade, cada vez que eles sentirem que a atividade foi bem planejada e bem executada.

Práticas avaliativas

Analisando a figura da aula 4, podemos dizer que esse paradigma educacional onde o professor era o único detentor do saber vem sendo quebrado, o conhecimento é construído com uma participação efetiva de cada um dos atores envolvidos. Na figura postada, vimos claramente que os resultados negativos de uma avaliação são imediatamente questionados pela competência do professor, eximindo toda a responsabilidade do aluno e pais nesse processo. A avaliação não pode ser uma via de mão única!

Práticas de avaliação

Olá, turma,
ao visualizar a figura da aula 4, tópico 1, volta-se a um passado não muito antigo, pois a educação já foi vista em geral dessa forma e ainda há resquícios hoje. O professor como o centro do saber que pode comandar o aprendizado do aluno e até abrir sua cabeça, assim o moldando ao seu desejo.
A relação aluno-professor-saber é muito complexa e depende de vários fatores: afetividade, capacidade de sublimação, autonomia,conhecimento prévio do aluno e tantos outros, porém avaliação nem sempre é bem empregada num ambiente de aprendizagem. Segundo Jussara Hoffmann, a avaliação mediadora se opõe ao paradigma "transferir-verificar-registrar"  e  pode evoluir para uma ação reflexiva e desafiadora do educador que  favoreça uma produção do aprender enriquecido a partir dos fenômenos estudados.
Até mais...
Glauco

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pilares Freireanos

Educação é vida vivida de forma plena, com conciencia crítica, situada no tempo e no espaço história e nao apenas um amontoado de procedimentos e técnicas que preparam para uma vida produtiva. Assim, a prática freireana é a reflexão e a ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo.


Segundo Freire (2006), a base de todo processo educativo é o amor. Sentimento básico e próprio de todo ser humano, que desperta para a humildade, superando o egocentrismo e as desigualdades. Na educação, o amor é fundamental para o ser humano, ser inacabável e em contínuo aperfeiçoamento possa aprender. É reconhecer-se criado, recriado, criador e recriador.


A fé no homem é um ato que acontece antes do diálogo. Sem ela a aprendizagem se tornaria uma farsa. A aprendizagem, só ocorre pelo amor. E o diálogo é um ato de amor. É um ato humanizado. A esperança esta baseado na própria imperfeição e limitação do homem, por isso a necessidade de sempre lutar.


Só saberemos se houve um diálogo verdadeiro se houver um pensamento crítico, não separando o homem do mundo no qual está inserido.


Até mais!


Ana Karine Portela