Paulo Freire pensava a educação como um meio de transformar o homem e suas relações, nesse sentido, os elementos da dialogicidade freiriana perpassam a sala de aula, no sentido de que devemos educar para a vida, sendo meios de mantermos uma convivência harmônica em todas as áreas da vida humana. Pensar nas relações de maneira mais ampla faz com que possamos construir um ambiente mais favorável ao processo de aprendizagem. O amor pelas pessoas e pelo que fazemos passa para os outros mais confiança, mais estímulo. O professor, sobretudo em EaD, precisa agir com amor, sobretudo buscando passar isso para os alunos, que, muitas vezes, sentem-se sozinhos ou afastados pela própria situação da modalidade. Com amor, proximidade isso pode ser quebrado e essa sensação de distanciamento afastada.
Humildade é condição sine qua non para qualquer processo de troca, de aprendizagem. Devemos nos colocar sempre na condição de “aprendente”, com humildade para sabermos que o conhecimento é construído, cada dia, também contando com nossa participação, nossas inferências, nossas interpretações de mundo.
Fé é condição imprescindível, juntamente com a esperança, para que as coisas possam caminhar e se desenvolverem de acordo com o que acreditamos. Em EaD esses pilares são ainda mais essenciais, pois, como sabemos, muitas das pessoas que trabalham nessa área veem a educação à distância como uma complementação de renda, não estando de acordo com suas especificidades ou tendo fé no seu projeto político pedagógico. É preciso acreditar na sua essência, para que nossos alunos também acreditem naquilo que estão fazendo, não se desestimulem e prosperem com a esperança de que construirão uma sociedade mais justa.
Assim, buscando uma formação completa dos nossos estudantes e de nós, enquanto ser humano, estimular o pensar crítico dos nossos estudantes, para que sua visão de mundo não seja apenas restrita ao que recebem de informação, mas que possam pensar, refletir, interpretar e construírem sua visão, seus pilares, sua fundamentação científica e humana. Para assim, não nos tornamos meros repetidores de informações, mas para podermos ser agentes construtores do conhecimento.
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