O termo ferramenta tem sido bastante utilizado no que se refere à avaliação. A imagem faz o uso literal de uma ferramenta que se, não está servindo para abrir a cabeça do aluno está servindo para o conserto de alguma coisa...As práticas avaliativas com que a imagem pode ser comparada é a de um método onde o aluno é um ser manipulado, sem autonomia, capaz de abstrair apenas do que o professor pode lhe passar. O aluno é tido como uma máquina, totalmente manipulada pelo seu superior. Responde pelo que é programado.
[...] o educador aparece como seu indiscutível agente, como o seu real sujeito, cuja tarefa indeclinável é ‘encher’ os educandos dos conteúdos de sua narração. Conteúdos que são retalhos da realidade desconectados da totalidade em que se engendram e me cuja visão ganhariam significação. A palavra, nestas dissertações, se esvazia da dimensão concreta que deveria ter ou se transforma em palavra oca, em verbosidade alienada e alienante. Daí que seja mais som que significação, assim, melhor seria dizê–la. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 43° edição, pag. 65, 2005.
Nenhum comentário:
Postar um comentário