A visão de Paulo Freire sobre a educação é bem interessante. Baseia-se em um olhar humano para a relação educador-educando e não em uma relação de mera troca de saberes como somos ainda tão acostumados. Lembrando bem que ele não abre mão da formação científica e técnica do educador e por conseguinte do processo de ensino-aprendizagem.
Acredito que em alguns aspectos somos freirianos, mas há ainda alguns pontos a serem aperfeiçados.
A seguir compartilho uma análise dos 5 pressupostos da relação educador-educando, onde podemos destacar que:
Amor - A mastifestação de sentimentos é importante. Principalmente bons sentimentos. Sentimentos de atenção, respeito, carinho, compreensão são importantes nas relações sociais e tem um valor significativo no processo de ensino-aprendizagem. Acredito que mostramos nosso amor ao nosso trabalho e ao nosso aluno quando nos preocupamos em resolver suas dúvidas, em respondê-lo o mais breve possível. Quando compreendemos um eventual atraso na entrega das atividades. Lembrando que o tutor precisa ser justo e homogêneo na sua atuação. Essa manifestação da cuidado para com o aluno pode ocorrer ainda nas forma escrita com uso de ferramentas que expressam sentimentos como: ponto de exclamação, reticências, "emoticons", etc...Humildade - Como o texto bem destaca, hoje já reconheçemos que não somos donos do conhecimento, mas direcionadores, norteadores da aquisição deste, por isso o uso do termo tutor. E mostramos humildade em nossa atuação ao saber direcionar um aluno que manisfesta não haver compreendido o que deve ser discutido no fórum ou ser feito na atividade de portfólio, mas com cuidado e cautela. Ou mesmo em um bate-bapo, quando as vezes há alunos que se manisfestam contrários a nossa atuação. Precisamos ser hulmides o bastante para saber que mansidão é nossa melhor ferramenta e não o uso de uma postura de arrogante.
Fé nos homens - Precisamos acreditar no potencial que existe em cada um de nós. Todos somos dotados da capacidade de aprender, de superar. É bem verdade que diversos fatores limitam essa capacidade, mas ela existe em cada um de nós. Acredito que manifestamos nossa "fé" em nosso aluno ao solicitarmos que uma atividade seja refeita (por não está correta), ou quando trabalhamos instigando o raciocínio de determinados temas e questões e não passando logo a resposta "correta". Ao deixarmos claro para o alumo que seu aprendizado depende de sua dedicação, estamos manifestando nosso credibilidade em sua capacidade de aprender.Esperança - Achei interessante a esperança está associada a idéia de imperfeição. Para mim, a idéia de imperfeição está associada a humildade. Mas, não modificando os pressupostos de Freire, podemos perceber que a esperança se manifesta quando se tem consciência que o conhecimento se constrói em grupo, da discussão, do poder de criação do aluno a distância.
Pensar crítico - A opinião própria, a manifestação de sua forma de pensar baseada em um pressuposto fundamentado é uma das ideias fundamentais defendidas por Freire. Instigamos nosso aluno a uma pensar crítico nos debates desenvolvidos no fórum, nos bate-papos e/ou até nas atividades de portfólios. Não devemos nos contentar nem deixar nossos alunos se contentarem com participações superficiais e sem reflexões. Para finalizar compatilho minhas ideais fundamentadas na visão de Paulo Freire: O diálogo é fundamental para construção do saber e é nas relações baseadas no respeito mútuo, humildade fé nos homens e amor que construiremos não só um saber sólido e significativo como um mundo melhor.


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